Cabrochas

7.3.16 Anahy Britto 0 Comments

Uma série de desenhos que surgiu sem compromisso enquanto eu estudo para outra série já titulada...
Da poça de nanquim, a ideia do black-power e, como eu já venho com desenhos de mulheres dançantes, nem foi difícil associar às nossas lindas e internacionais cabrochas! Feliz e faceira, essa personalidade da cultura brasileira é tão miscigenada quanto o próprio samba e, certamente tem o DNA africano, que herdamos e cultivamos misturando com outros, dando origem à nossa brasilidade exótica e alegremente explosiva.
Carmem Miranda já cantava:

"Uma cabrocha bonita cantando e sambando
Quem não admira
Gingando seu corpo que mesmo a gente espiando
Parece mentira
Cabrocha que só fala gíria
Que tem candomblé no seu sapateado
Cabrocha que veio do morro
Trazer pra cidade o samba rasgado
Para eu cantar um samba
Não precisa orquestração
Gosto mais de uma cuíca, um cavaquinho
Um pandeiro e um violão

Uma vez fui convidada pra num samba ir brincar
E me deu uma tremedeira nas cadeiras
Que eu tive que gritar:
Não vou mais lá!"


Um abraço alegre,
Anahy


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