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Freedom

A Dança dos Anjos. Segundo set em andamento: Liberdade!
Acredito que era o real sonho de Ícaro! Mas que paradoxal? 'Real sonho' sim! Afinal sou crioula, sou o próprio paradoxo.    ...'caraminholas'...
Voltando aos conjuntos de final de ano, esse anjo dança é pra celebrar a liberdade, espalhando benção e luzes sobre a consciência humana, celebrando a libertação dos preconceitos, da necessidade de posse e domínio da humanidade sobre ela mesma e sobre o planeta que a abriga. 'Freedom!'
Ah! Do meu modo crioulo de ver as coisas!! ...hihihi... o apelo natalino não segue o modelo tradicional e nesse ano a coisa vai sair mais conceitual sim!


Um abraço angelical,
Anahy





Anjos, cartuches e +

A Dança dos Anjos, série de final de ano.
Gosto de fazer pequenos conjuntos com personagem e complementos, tenho planos futuros para eles. Ilustrar peças de porcelana e queimar em alta temperatura é um desses planos. No primeiro conjunto a palavra de ordem é alma 'soul'; já para o segundo, que está em andamento, escolhi liberdade 'freedom'. Como já disse antes, há um mix de estilos influenciando; algo barroco, rococó, neo clássico...mas os balangandãs de crioula sempre estarão presentes claro!


Um abraço angelical,
Anahy








Anjo

Findando outubro, eu já penso em um pequeno projeto de natal...algumas queridas pessoas já querendo o retorno das bailarinas, e eu mirabolando uma personagem angelical. Ainda estou em processo de conceituar esse projeto, mas hoje dei as primeiras pinceladas nessa direção, serão bailarinas anjo então, com um toque de barroco, rococó e neo clássico. Mas é claro que tudo será do meu modo crioulo de ver as coisas!!...hihihi...Também não sei se o apelo natalino seguirá o modelo tradicional, nesse ano acho que a coisa toda deverá sair mais conceitual.
Enfim, vamos em frente pra ver o que teremos! E ainda não batizei a série...
Um abraço angelical,
Anahy










Mudança e mudanças...

Há mais de mês que estou ausente do blog e quase ausente de todas as outras redes sociais das quais participo. Algumas alterações na rotina, por vezes provocadas por exames médicos periódicos, ajustes do meu tempo com o tempo dos meus filhos e, por fim, mudança de casa... Está última é a questão mais demorada: limpa, embala, transporta, limpa de novo, separa, guarda... acho que vou levar mais uns 30 dias até colocar a maior parte das coisas em ordem! Enfim, essas questões me fizeram deixar as postagens do blogue por um razoável tempo, mas agora encontrei disposição para atualizá-lo em relação ao meu trabalho.
Bem, depois das cabrochas, desenhei uma série de crioulas. Mulheres mestiças e fortes, herdeiras da força do hibridismo racial, cultural e místico de nossas antepassadas mães negras nagôs, congo, angola, minas... tais herdeiras sou eu, é você, é a mulher brasileira em sua paradoxal genuinidade mista. Não negando a mistura com as outras etnias, mas colocando o foco no hibridismo mais proeminente dos vindos da África com os da Europa, onde a fusão de culturas foi um misto de prisão e liberdade.
Não posso falar da nossa riqueza, da nossa herança física, cultural e imaterial sem ser paradoxal. E, falando disso com o perfume barroco e rococó que cultivo como releitura em minha arte, tenho tentado mostrar esse "antagonismo harmônico" através do resgate da simbologia das jóias crioulas, do cotidiano cultural afrodescendente, dos sítios da cidade mais impregnados de religiosidade e fé, do bem-viver (viver duro, mas com crença) na cidade de São Salvador, do mar que a beija juntamente com todos os santos e ritos...
Um abraço de reencontro,
Anahy
Alguns dos desenhos da Série Crioula, em preto e branco (nanquim com pena e caneta nanquim):

Ilustração Quando ela pode tocar atabaque.



Ilustração Mira Mar.



Ilustração Filha de Yemanjá.

Elas belas...

Eram pra ser uma dúzia, mas já ultrapassei essa quantidade!
É uma delícia de pintar essas ervas em forma de bailarina! Uma delícia lembrar bons momentos enebriados de aroma gostoso e das fases da minha vida junto aos "meus".
Cozinhas de vó, lençol cheiroso engomado por Liá, travesseiro de macela, caminhos da roça cheinhos de orvalho, o boca-pio do meu pai com ervas fresquinhas chegando da feira, o chá de anis feito pras cólicas dos filhos e sobrinhos bebês, o ramo de arruda de Celina benzedeira pra tirar quebranto, os banhos de ervas de D. Eva pra desestressar e dar 'coragem', a pastilha de menta que existe desde a infância, a jujuba azul de anis que só eu gostava (parece)...Tudo lembranças que vêm com o olfato num despertar de vida bem vivida, bem sentida e bem amada. Por isso eu pinto a gratidão!
Talvez eu ainda continue essa série, mas, por hora, eu já superei as minhas expectativas. E como a mente viaja mais do que os dedos podem traduzir através de lápis e pincéis, vou iniciar outra série dentro desse projeto e continuar com a série Doce Vida, também dele (Rococó Revisitado). Daqui há pouco, sinto necessidade e novamente volto pras Ervas Phynas! Comigo é assim, é só "dar na telha"!

Um abraço aromatizado com boas lembranças!
Anahy


Hortelã

Um maço de hortelã sempre refresca a vida...cheiro bom, gosto bom e é tão lindo!!
Hoje eu estou pintando um set com essa erva. Tomei como referência o hortelã aquático, já que a espécie possui muitas variantes.
Gostei da disposição das ramas e da terminação delas em pufes de florezinhas com tons liláceos, além de me parecerem maleáveis; o que traduz mais fielmente o movimento da pequena bailarina.
Costumo procurar referências em desenhos botânicos na web, e também tenho um livro antiguinho chamado As Plantas Curam, que me parece ter sido do meu avô paterno e que serve de instrumento de pesquisa.
Abaixo alguma fotos do trabalho ainda em progresso.


Um abraço refrescante,
Anahy


Aquarela da série Ervas Phynas, projeto Rococó Revisitado.

Camomila

Da série de aquarelas Ervas Phynas.
São representações de cheiros inspiradores e salutares, que constroem nossa memória sensiorial...cheiro de casa de vó, travesseiro de macela, lençol com alfazema, cozinha na infância, férias no sítio, caminhos orvalhados etc..
Hoje trago a camomila, que me faz lembrar os chazinhos que eu preparava para os meus bebês em época de nascimento dos dentes.
Há coisa mais confortante de se olhar que um maço de ervas frescas e cheirosas sobre a mesa??? Pra mim, é mesmo uma visão e um cheirinho inspiradores!!

Um abraço cheiroso,
Anahy

Dia de níver

Hoje é meu níver e também de Pepe (nosso pet). Eu só tenho a agradecer à providência divina por mais um janeiro! Cada dia vivido é mais um níver a ser agradecido.
A arte sempre esteve presente em minha vida, desde criança incentivada pelos meus pais e irmãos, depois contando com a presença dos meus dois filhos, e a confiança e amizade de muitos clientes e amigos. É nela que me transporto para o meu mundo de amor incondicional, onde o que não tem preço é sempre doado; é com ela que transmuto as vicissitudes em oportunidades de paz e crescimento. Apesar de dias sufocantes, circunstâncias muitas vezes humilhantes, sigo em frente com o fôlego que a arte me dá. Com ela, a certeza de que o pesar é sempre passageiro e que nada e nem ninguém conseguem ofuscar o brilho da gratidão sincera.
São muitos os votos de felicidades que recebo e também os devolvo em esperança de um mundo cada dia mais humano e feliz! Parabéns para nós, que somos parte desse esplendoroso complexo divino e que nos sensibilizamos com a sua magnitude e beleza!
Hoje vou mostrar mais processo e aquarelinhas da série Ervas Phynas e também uma foto de meu assistente cochilando no puff enquanto eu pinto...

Um abraço de gratidão,
Anahy

Ervas finas

Há dias que eu tento por em prática meus desenhos de bailarinas com inspiração nas ervas cheirosas e deliciosas que trazem um aroma especial em nossa vida!
Ervas do cotidiano como alecrim, erva-doce, arruda, manjericão etc.
Ervas com cheirinho de casa boa, casa de vó, aventuras de infância pelos sítios e fazendas, cheiro de D. Celina, lavadeira e rezadeira, cheiro de Ana Preta, cozinheira e contadeira de causos da casa de Vó Bezé... das vassouras improvisadas com galhos de alecrim de vaqueiro, ofertadas por Vó Ude a cada neta na hora varrer o varandado da casa grande do sítio.
Cheirinho de ervas beirando os caminhos orvalhados que nos levavam ao curral com os primeiros raios de sol, para tomar leite ordenhado na hora...
Ah! Sempre cheirinho de coisas boas...
As primeiras bailarinas foram desenhadas no último dia do ano, têm maços de ervas como vestidos; e a que acabei de pintar ainda agorinha, foi inspirada em um galho de erva-doce trazido de um quintal. Hummmmmmmmmm!

Um abraço cheiroso,
Anahy


Aquarelas. Série Bailarinas Ervas Phynas

Proporções particulares

Ufa!Com a correria de final de ano, acabei postando muito pouco nesse mês!!
Hoje eu passo por aqui apenas pra mostrar o meu jeito de guardar as proporções de uma base de determinada série. Havia tempo que eu queria mostrar como é o meu "lembrete" para eventuais retomadas na série sem perder muito da proporção originalmente escolhida. A partir do estudo normal de proporção humana, que tem como base a medida de oito cabeças para a altura do corpo humano, eu destorci e aumentei o número de cabeças, pois queria pernas mais longas para demonstrar fluidez e enriquecer o sentido de deslocamento de cada corpo. Fiz uma pequena fichinha com as "minhas medidas" e marcação dos pontos principais do corpo e a uso como referência para os desenhos das séries de bailarinas do projeto Rococó Revisitado.
Espero que isso possa ajudar a quem gosta de desenhar gente!
Um abraço de paz,
Anahy

Ah Drummond!!!

Devaneio que se devaneia junto...


Organiza o Natal

Alguém observou que cada vez mais o ano se compõe de 10 meses; imperfeitamente embora, o resto é Natal. É possível que, com o tempo, essa divisão se inverta: 10 meses de Natal e 2 meses de ano vulgarmente dito. E não parece absurdo imaginar que, pelo desenvolvimento da linha, e pela melhoria do homem, o ano inteiro se converta em Natal, abolindo-se a era civil, com suas obrigações enfadonhas ou malignas. Será bom.

Então nos amaremos e nos desejaremos felicidades ininterruptamente, de manhã à noite, de uma rua a outra, de continente a continente, de cortina de ferro à cortina de nylon — sem cortinas. Governo e oposição, neutros, super e subdesenvolvidos, marcianos, bichos, plantas entrarão em regime de fraternidade. Os objetos se impregnarão de espírito natalino, e veremos o desenho animado, reino da crueldade, transposto para o reino do amor: a máquina de lavar roupa abraçada ao flamboyant, núpcias da flauta e do ovo, a betoneira com o sagüi ou com o vestido de baile. E o supra-realismo, justificado espiritualmente, será uma chave para o mundo.

Completado o ciclo histórico, os bens serão repartidos por si mesmos entre nossos irmãos, isto é, com todos os viventes e elementos da terra, água, ar e alma. Não haverá mais cartas de cobrança, de descompostura nem de suicídio. O correio só transportará correspondência gentil, de preferência postais de Chagall, em que noivos e burrinhos circulam na atmosfera, pastando flores; toda pintura, inclusive o borrão, estará a serviço do entendimento afetuoso. A crítica de arte se dissolverá jovialmente, a menos que prefira tomar a forma de um sininho cristalino, a badalar sem erudição nem pretensão, celebrando o Advento.

A poesia escrita se identificará com o perfume das moitas antes do amanhecer, despojando-se do uso do som. Para que livros? Perguntará um anjo e, sorrindo, mostrará a terra impressa com as tintas do sol e das galáxias, aberta à maneira de um livro.

A música permanecerá a mesma, tal qual Palestrina e Mozart a deixaram; equívocos e divertimentos musicais serão arquivados, sem humilhação para ninguém.

Com economia para os povos desaparecerão suavemente classes armadas e semi-armadas, repartições arrecadadoras, polícia e fiscais de toda espécie. Uma palavra será descoberta no dicionário: paz.

O trabalho deixará de ser imposição para constituir o sentido natural da vida, sob a jurisdição desses incansáveis trabalhadores, que são os lírios do campo. Salário de cada um: a alegria que tiver merecido. Nem juntas de conciliação nem tribunais de justiça, pois tudo estará conciliado na ordem do amor.

Todo mundo se rirá do dinheiro e das arcas que o guardavam, e que passarão a depósito de doces, para visitas. Haverá dois jardins para cada habitante, um exterior, outro interior, comunicando-se por um atalho invisível.

A morte não será procurada nem esquivada, e o homem compreenderá a existência da noite, como já compreendera a da manhã.

O mundo será administrado exclusivamente pelas crianças, e elas farão o que bem entenderem das restantes instituições caducas, a Universidade inclusive.

E será Natal para sempre.

Ah! Seria ótimo se os sonhos do poeta se transformassem em realidade.


Texto extraído do livro "Cadeira de Balanço", Livraria José Olympio Editora - Rio de Janeiro, 1972, pág. 52.
Carlos Drummond de Andrade



Aquarelazinha em andamento...

Aquarelas mine, série Natal Especial do projeto Rococó Revisitado.


Domingo entre elas...

Essas pequeninas pinturas em aquarela estão povoando a minha mesa de fazer arte há mais de um mês. Hoje terminando mais uma e começando outra "Natalinda"; assim apelidei as que estão no clima de Natal.
Entre uma e outra eu pinto fora do tema que é pra não enjoar, eu sou assim mesmo, meio eclética... e isso alimenta a minha criatividade, porém também dificulta uma identidade artística. Mas vamos seguindo, persistência não pode faltar!!!
Com esse projeto eu estou a treinar postura e expressão corporal, coloco em prática alguns estudos de desenho de moda e treino arabescos e acantos, além de caligrafia (cá pra nós, mais inventada que treinada...rsrs)lol...
E quem acompanha o blogue já sabe que é do projeto Rococó Revisitado, pra porcelana...
Um abraço dominical cheio de paz,
Anahy

Iniciando mais uma "Natalinda"...série Natal Especial , do projeto Rococó Revisitado.

Rococó my love!

Sumi um pouco daqui do blogue! Correria de final de semestre, filhos, marido, casa, cachorro...enfim, agora que suspirei, vim aqui escrever esse post!
Já falei do projeto Rococó Revisitado aqui, é um projeto que eu talvez nunca termine... vou criando séries de tempos em tempos, porque simplesmente sou apaixonadíssima por este estilo!
Agora estou fazendo uma série voltada para celebrações de Natal chamada Natal Especial e outra mais romântica ainda chamada Doçura de Vida.
O processo não tem mistério, trabalho com o básico de aquarela e pena com nanquim, papel 300g/m² e pincéis finos, porque são desenhos pequeninos de no máximo 10 cm de altura total.
Quem me acompanha no facebook já viu outras fotos e um pequeno vídeo amador na pagina de arte...
Espero que gostem meninas!


Um abraço amigo,
Anahy


Série Natal Especial projeto Rococó Revisitado.


Série Natal Especial projeto Rococó Revisitado.

Série Doçura de Vida projeto Rococó Revisitado.


Série Doçura de Vida projeto Rococó Revisitado.

Resenhando materiais

Bom, hoje vou falar de umas comprinhas que fiz na Web. Um estojo de bolso Van Gogh, pincéis da Sinoart e máscara da Corfix.
Sobre o estojo, ele tem um bom tamanho para levar no bolso ou bolsa, as tintas são em pastilhas com as cores vibrantes no papel e têm uma textura macia. Nos meus estojos antigos as pastilhas são menos cremosas, até um pouco crespas... Gostei bastante!!
Quanto aos pincéis devo dizer que simplesmente me apaixonei! Mesmo dando uns foras (é assim até eu acostumar rsrsrs) o resultado foi muito bom! Usei os finíssimos para galhos e detalhes. Muito bom mesmo! Surpreendente, por serem sintéticos!
Já a máscara, eu usei uma quantidade minúscula, porque a área que eu queria isolar era pequena, apenas o cabelo. Foi tudo bem, deixei secar depois que eu apliquei, pintei a área que queria isolada, e, quando secou, eu retirei a película de máscara esfregando com o dedo. Quando eu isolar uma parte maior, vou comentar se ela é boa de soltar mesmo.
O que queria mesmo contar pra vocês é que eu comprei esse estojo por um ótimo valor e o kit de três pincéis também com preço bom na loja da Pixel; o correio demorou um pouco na entrega, mas o pessoal do site é super atencioso e resolveu tudo. Valeu a espera!
Ah! A máscara foi no site Fruto de Arte.


Série Doçura de Vida projeto Rococó Revisitado.


Série Doçura de Vida projeto Rococó Revisitado.


Série Doçura de Vida projeto Rococó Revisitado.


Série Doçura de Vida projeto Rococó Revisitado.