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Anjo

Findando outubro, eu já penso em um pequeno projeto de natal...algumas queridas pessoas já querendo o retorno das bailarinas, e eu mirabolando uma personagem angelical. Ainda estou em processo de conceituar esse projeto, mas hoje dei as primeiras pinceladas nessa direção, serão bailarinas anjo então, com um toque de barroco, rococó e neo clássico. Mas é claro que tudo será do meu modo crioulo de ver as coisas!!...hihihi...Também não sei se o apelo natalino seguirá o modelo tradicional, nesse ano acho que a coisa toda deverá sair mais conceitual.
Enfim, vamos em frente pra ver o que teremos! E ainda não batizei a série...
Um abraço angelical,
Anahy










Lápis de cor

Me empolguei com tantos trabalhos lindos que vejo na internet feitos com esse material! Coitadinho! É geralmente tão desprezado...
Claro que o material do qual disponho não é nada poderoso; são lápis das linhas escolares de marcas como Faber, Stlaedtler, Mapped etc., mas todos já sabem que o desfio é o meu lema, e enquanto maturo a técnica, não pretendo investir em algo caro, até porque tenho um montão de material ainda pra gastar!..hihihi...vou tentando e tentando, e teimando! Assim é que eu amanso o traço.
Aqui mostro algumas traquinagens sobre papéis comuns (tipo sulfite) usando além dos lápis, apenas canetas poscas branca, preta e nanquim pra caligrafar.

Um abraço aventureiro,
Anahy









Poeminha de Cecília...

Sou entre flor e nuvem,
estrela e mar. Por que
havemos de ser unicamente
humanos, limitados em chorar?
Não encontro caminhos fáceis
de andar. Meu rosto vário
desorienta as firmes pedras
que não sabem de água e de ar.
Cecília Meireles

E Telú faz figura aquarelada ao som do poeminha de Ceci...Um abraço otimista,Anahy




Telú pintada na porcelana

Ainda não é pra valer! Eu já expliquei em outras postagens a questão da impossibilidade de instalar o forno cerâmico aqui onde moro e, por isso, na ânsia de ver como ficam algumas idéias pintadas sobre essa superfície, eu me arrisco em pintar com tintas de baixa temperatura; mas já aviso que o resultado é bem diferente com os pigmentos próprios para a queima em alta temperatura, bem como a durabilidade! Como não sou de desanimar, e sou uma aquariana pra lá de teimosa, vou tentando tirar uma casquinha do que tenho à mão enquanto meu forno está de férias. Aqui mostro alguns resultados.
Um abraço teimoso,
Anahy





Um amar sem pausar

Assim é a coisa toda da passagem pelo nosso planeta azul, na filosofia de Telú. E é um amor sem fim, um amar sem condicionais e uma alegria ímpar!
Trata-se de ser leve e meigo, cordial e amigo, sincero e zeloso, que vê em tudo o melhor. Ser humano guardião do amor fraterno e genuíno.
E eu aproveitando a inspiração para treinar lápis de cor...perdoe-me pelas fotos não muito claras, estou com sérios problemas de luminosidade aqui em casa e preciso resolvê-los logo! Porque o escuro é só pra dormir! ...hihihi...





Aquarelas pequenas de Telú

E pula por toda as mídias, em todo papel e outras "coisitas", tá demais essa alma gentil!!
Eu tenho evitado em colocar um gênero para Telú, é que o conceito é de essência humana, e não matéria. Dessa forma, evito artigos definidos e pronomes nos textos, o que eu quero dizer é que parece ser uma menina, mas na verdade representa a alma, sem gênero masculino ou feminino. Eu deveria ter colocado o nome de Alma, né? Mas, como representante da essência humana e defensora do amor pela Terra, me veio esse nome que reforça o sentido de pertencer a esse nosso lindo planeta azul. Sugestões são bem vindas sempre!
Um abraço azul,

Anahy








Telú, persona telúrica

Nesses últimos dias tenho deixado a mente vagar um pouco entre pensamentos de leveza e sentimento de pertencimento, em especial o de pertencer ao lugar de origem, ao universo, ao clã familiar, ao clã fraterno da humanidade.
Dessas divagações nasceu uma persona: Telú (de telúrica, de telluricus ' pertencente à terra'), um ser humano desprovido de artificialismo, de necessidades de ter o extraordinário. Movido muito mais pela necessidade de ser. Ser amigo, ser fiel, ser sincero, ser simpático, ser resiliente, ser cooperativo...ser bom e amar o seu lar (Terra). Isso é lúdico? Bobo?
Bobo é tentar parecer pior do que se é, apenas pra seguir um "cardume" sem rumo e depressivo que vive a dualidade constante de querer e alegrar-se, possuir e deprimir-se, tendo seus dias consumidos nesse ciclo medíocre e destruidor... bom mesmo é ser feliz agora, fazer a vida melhor a g o r a! Cuidar, cuidar-se; ser apenas gente querendo ser gente.
Prefiro a sinceridade e alegria de viver, inatas do ser humano em suas primeiras fases de existência nesse planeta azul, a esses tantos "quereres aborrecidos"!
Telú 'nasceu' enquanto eu fazia cruzadinhas e, há mais de uma semana, vem povoando os papéis que passam distraídos pela minha frente, inclusive as páginas da própria revista de cruzadas. Ela pula daqui, pula dali... hoje ela pulou pra um prato de porcelana também!
Apresentando: TELÚ


 Um abraço de luz,







Apenas nanquim.

Hoje eu vim postar uma série de desenhos que fiz usando apenas tinta nanquim preta. Eles foram intencionalmente criados dentro de um nicho de fantasia, e a intenção é que evoluam para um projeto envolvendo o lúdico e a 'crioula com seus balangandãs'.
Ainda preciso amadurecer a ideia, mas tem sido muito bom praticar desenho à pena de nanquim. O fato de ter a oportunidade de obter traços de várias espessuras usando apenas um instrumento é o que tem me fascinado! Aos poucos tenho descoberto seus encantos e mistérios, fácil não é, mas que é gostoso, é demais!!
Eis as 'crioulas embonecadas':


Mudança e mudanças...

Há mais de mês que estou ausente do blog e quase ausente de todas as outras redes sociais das quais participo. Algumas alterações na rotina, por vezes provocadas por exames médicos periódicos, ajustes do meu tempo com o tempo dos meus filhos e, por fim, mudança de casa... Está última é a questão mais demorada: limpa, embala, transporta, limpa de novo, separa, guarda... acho que vou levar mais uns 30 dias até colocar a maior parte das coisas em ordem! Enfim, essas questões me fizeram deixar as postagens do blogue por um razoável tempo, mas agora encontrei disposição para atualizá-lo em relação ao meu trabalho.
Bem, depois das cabrochas, desenhei uma série de crioulas. Mulheres mestiças e fortes, herdeiras da força do hibridismo racial, cultural e místico de nossas antepassadas mães negras nagôs, congo, angola, minas... tais herdeiras sou eu, é você, é a mulher brasileira em sua paradoxal genuinidade mista. Não negando a mistura com as outras etnias, mas colocando o foco no hibridismo mais proeminente dos vindos da África com os da Europa, onde a fusão de culturas foi um misto de prisão e liberdade.
Não posso falar da nossa riqueza, da nossa herança física, cultural e imaterial sem ser paradoxal. E, falando disso com o perfume barroco e rococó que cultivo como releitura em minha arte, tenho tentado mostrar esse "antagonismo harmônico" através do resgate da simbologia das jóias crioulas, do cotidiano cultural afrodescendente, dos sítios da cidade mais impregnados de religiosidade e fé, do bem-viver (viver duro, mas com crença) na cidade de São Salvador, do mar que a beija juntamente com todos os santos e ritos...
Um abraço de reencontro,
Anahy
Alguns dos desenhos da Série Crioula, em preto e branco (nanquim com pena e caneta nanquim):

Ilustração Quando ela pode tocar atabaque.



Ilustração Mira Mar.



Ilustração Filha de Yemanjá.

Axé!

Dentro e fora do contexto religioso, axé é uma saudação utilizada para desejar votos de felicidade e boas energias. É também um gênero musical muito envolvente que nasceu aqui na Bahia na década de 80 e que é uma mistura de outros ritmos como como o frevo pernambucano, maracatu, reggae e forró.
Continuando a série, aproveitei o domingo pra pintar mais dançarinas de axé. Essa série é quase um trabalho introdutório da próxima, que está em processo de construção conceitual. Nem preciso dizer que estou me deleitando em fazê-la, né??
Então vamos às fotos.

Um abraço de boas energias,
Anahy



Dia de níver

Hoje é meu níver e também de Pepe (nosso pet). Eu só tenho a agradecer à providência divina por mais um janeiro! Cada dia vivido é mais um níver a ser agradecido.
A arte sempre esteve presente em minha vida, desde criança incentivada pelos meus pais e irmãos, depois contando com a presença dos meus dois filhos, e a confiança e amizade de muitos clientes e amigos. É nela que me transporto para o meu mundo de amor incondicional, onde o que não tem preço é sempre doado; é com ela que transmuto as vicissitudes em oportunidades de paz e crescimento. Apesar de dias sufocantes, circunstâncias muitas vezes humilhantes, sigo em frente com o fôlego que a arte me dá. Com ela, a certeza de que o pesar é sempre passageiro e que nada e nem ninguém conseguem ofuscar o brilho da gratidão sincera.
São muitos os votos de felicidades que recebo e também os devolvo em esperança de um mundo cada dia mais humano e feliz! Parabéns para nós, que somos parte desse esplendoroso complexo divino e que nos sensibilizamos com a sua magnitude e beleza!
Hoje vou mostrar mais processo e aquarelinhas da série Ervas Phynas e também uma foto de meu assistente cochilando no puff enquanto eu pinto...

Um abraço de gratidão,
Anahy

Tentando um autorretrato

Sempre quis tentar retratar pessoas de uma maneira mais solta, sem estar presa apenas à aparência física, procurando buscar características da personalidade e filosofia de vida. Desafio difícil nos dias atuais, onde raras são as pessoas que se deixam saber como realmente se formam e onde a grande maioria vive de maneira midiática, seguindo um cardume pré fabricado pelas mídias sociais. Mas como eu sou teimosa, resolvi enfrentar o desafio e comecei por mim mesma, pois creio ser a pessoa da qual tenho maior informação dos aspectos interiores. Por isso acredito ser mais fácil uma retratação com o mínimo de fidelidade.
Então vamos lá:
Comecei com um croqui num caderninho; depois escaneei e aumentei usando o CorelDraw; tentei imprimir, mas não saiu legal (as minhas coisas à grafiti não ficam muito boas para impressão); resolvi continuar o desenho à mão; pintei com aquarela e finalizei com lápis de cor. A caligrafia foi feita com pena e nanquim.