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Um amar sem pausar

Assim é a coisa toda da passagem pelo nosso planeta azul, na filosofia de Telú. E é um amor sem fim, um amar sem condicionais e uma alegria ímpar!
Trata-se de ser leve e meigo, cordial e amigo, sincero e zeloso, que vê em tudo o melhor. Ser humano guardião do amor fraterno e genuíno.
E eu aproveitando a inspiração para treinar lápis de cor...perdoe-me pelas fotos não muito claras, estou com sérios problemas de luminosidade aqui em casa e preciso resolvê-los logo! Porque o escuro é só pra dormir! ...hihihi...





Telú, persona telúrica

Nesses últimos dias tenho deixado a mente vagar um pouco entre pensamentos de leveza e sentimento de pertencimento, em especial o de pertencer ao lugar de origem, ao universo, ao clã familiar, ao clã fraterno da humanidade.
Dessas divagações nasceu uma persona: Telú (de telúrica, de telluricus ' pertencente à terra'), um ser humano desprovido de artificialismo, de necessidades de ter o extraordinário. Movido muito mais pela necessidade de ser. Ser amigo, ser fiel, ser sincero, ser simpático, ser resiliente, ser cooperativo...ser bom e amar o seu lar (Terra). Isso é lúdico? Bobo?
Bobo é tentar parecer pior do que se é, apenas pra seguir um "cardume" sem rumo e depressivo que vive a dualidade constante de querer e alegrar-se, possuir e deprimir-se, tendo seus dias consumidos nesse ciclo medíocre e destruidor... bom mesmo é ser feliz agora, fazer a vida melhor a g o r a! Cuidar, cuidar-se; ser apenas gente querendo ser gente.
Prefiro a sinceridade e alegria de viver, inatas do ser humano em suas primeiras fases de existência nesse planeta azul, a esses tantos "quereres aborrecidos"!
Telú 'nasceu' enquanto eu fazia cruzadinhas e, há mais de uma semana, vem povoando os papéis que passam distraídos pela minha frente, inclusive as páginas da própria revista de cruzadas. Ela pula daqui, pula dali... hoje ela pulou pra um prato de porcelana também!
Apresentando: TELÚ


 Um abraço de luz,







Amadurecendo conceitos e ideias...

Ando treinando formas, cores e texturas para que eu possa interpretar de maneira mais fiel uma proposta para outra série.
O fato é que eu pretendo adquirir um modo ainda mais pessoal de me expressar, e acredito que só com bastante treino, estudo e pesquisa pra avançar. Enfim, como parte desses estudos que envolvem desde conceitos, formas, cores, materiais, conexões, construção e desconstrução etc., apresento hoje mais uma 'crioula' em aquarela, nanquim e lápis de cor. É mais um treino, mais um passo na direção da melhor forma de passar a mensagem. E, para passar a minha mensagem, uso desde a forma esguia e harmônica do corpo, até os adereços, carregados de valores históricos e místicos agregados; desde a sensualidade resultante do hibridismo racial e cultural, até a musicalidade e resiliência representados pelo movimento (uma constante em meus trabalhos).
Um abraço,
Anahy


Spray dourado, chocolate e etc.

Inspirada nas jóias crioulas e no dourado da embalagem de chocolates, que devorei 'insanamente', porque sou intolerante à lactose, criei uma arte em mídia mista que representa a crioula, a mista mulher brasileira, herdeira de fé, moda, cultura, ritmo, coragem e esperança.
Nesse processo eu usei nanquim, spray dourado, aquarelas, canetas gel, posca e lápis de cor. O spray dourado é o elemento mais incomum em meus processos, mas eu adoro! Ele é prático e dá um efeito esfumado bem bacana. E nessa temática de moda e modos de crioula, ele tem um papel de destaque, pois representa o ouro e/ou o poder acumulado por nossas ancestrais escravas ou forras.

Um abraço d'ouro,
Anahy
Agora, fotos do processo:

Ilustração O Ouro da Crioula.

Cabrochas

Uma série de desenhos que surgiu sem compromisso enquanto eu estudo para outra série já titulada...
Da poça de nanquim, a ideia do black-power e, como eu já venho com desenhos de mulheres dançantes, nem foi difícil associar às nossas lindas e internacionais cabrochas! Feliz e faceira, essa personalidade da cultura brasileira é tão miscigenada quanto o próprio samba e, certamente tem o DNA africano, que herdamos e cultivamos misturando com outros, dando origem à nossa brasilidade exótica e alegremente explosiva.
Carmem Miranda já cantava:

"Uma cabrocha bonita cantando e sambando
Quem não admira
Gingando seu corpo que mesmo a gente espiando
Parece mentira
Cabrocha que só fala gíria
Que tem candomblé no seu sapateado
Cabrocha que veio do morro
Trazer pra cidade o samba rasgado
Para eu cantar um samba
Não precisa orquestração
Gosto mais de uma cuíca, um cavaquinho
Um pandeiro e um violão

Uma vez fui convidada pra num samba ir brincar
E me deu uma tremedeira nas cadeiras
Que eu tive que gritar:
Não vou mais lá!"


Um abraço alegre,
Anahy


Proposta cumprida!

Pronto! Assim cumpri a expectativa das dez aquarelinhas que formam a série Axé. Como já disse antes, é claro que a qualquer momento posso dar continuidade, pois as minhas séries são intermináveis! Basta dar "na telha" que eu volto com força total! Gosto disso, dessa liberdade de dar um tempo...
Um abraço sem fim,
Anahy




Elas belas...

Eram pra ser uma dúzia, mas já ultrapassei essa quantidade!
É uma delícia de pintar essas ervas em forma de bailarina! Uma delícia lembrar bons momentos enebriados de aroma gostoso e das fases da minha vida junto aos "meus".
Cozinhas de vó, lençol cheiroso engomado por Liá, travesseiro de macela, caminhos da roça cheinhos de orvalho, o boca-pio do meu pai com ervas fresquinhas chegando da feira, o chá de anis feito pras cólicas dos filhos e sobrinhos bebês, o ramo de arruda de Celina benzedeira pra tirar quebranto, os banhos de ervas de D. Eva pra desestressar e dar 'coragem', a pastilha de menta que existe desde a infância, a jujuba azul de anis que só eu gostava (parece)...Tudo lembranças que vêm com o olfato num despertar de vida bem vivida, bem sentida e bem amada. Por isso eu pinto a gratidão!
Talvez eu ainda continue essa série, mas, por hora, eu já superei as minhas expectativas. E como a mente viaja mais do que os dedos podem traduzir através de lápis e pincéis, vou iniciar outra série dentro desse projeto e continuar com a série Doce Vida, também dele (Rococó Revisitado). Daqui há pouco, sinto necessidade e novamente volto pras Ervas Phynas! Comigo é assim, é só "dar na telha"!

Um abraço aromatizado com boas lembranças!
Anahy


Camomila

Da série de aquarelas Ervas Phynas.
São representações de cheiros inspiradores e salutares, que constroem nossa memória sensiorial...cheiro de casa de vó, travesseiro de macela, lençol com alfazema, cozinha na infância, férias no sítio, caminhos orvalhados etc..
Hoje trago a camomila, que me faz lembrar os chazinhos que eu preparava para os meus bebês em época de nascimento dos dentes.
Há coisa mais confortante de se olhar que um maço de ervas frescas e cheirosas sobre a mesa??? Pra mim, é mesmo uma visão e um cheirinho inspiradores!!

Um abraço cheiroso,
Anahy

Dia de níver

Hoje é meu níver e também de Pepe (nosso pet). Eu só tenho a agradecer à providência divina por mais um janeiro! Cada dia vivido é mais um níver a ser agradecido.
A arte sempre esteve presente em minha vida, desde criança incentivada pelos meus pais e irmãos, depois contando com a presença dos meus dois filhos, e a confiança e amizade de muitos clientes e amigos. É nela que me transporto para o meu mundo de amor incondicional, onde o que não tem preço é sempre doado; é com ela que transmuto as vicissitudes em oportunidades de paz e crescimento. Apesar de dias sufocantes, circunstâncias muitas vezes humilhantes, sigo em frente com o fôlego que a arte me dá. Com ela, a certeza de que o pesar é sempre passageiro e que nada e nem ninguém conseguem ofuscar o brilho da gratidão sincera.
São muitos os votos de felicidades que recebo e também os devolvo em esperança de um mundo cada dia mais humano e feliz! Parabéns para nós, que somos parte desse esplendoroso complexo divino e que nos sensibilizamos com a sua magnitude e beleza!
Hoje vou mostrar mais processo e aquarelinhas da série Ervas Phynas e também uma foto de meu assistente cochilando no puff enquanto eu pinto...

Um abraço de gratidão,
Anahy

Rococó my love!

Sumi um pouco daqui do blogue! Correria de final de semestre, filhos, marido, casa, cachorro...enfim, agora que suspirei, vim aqui escrever esse post!
Já falei do projeto Rococó Revisitado aqui, é um projeto que eu talvez nunca termine... vou criando séries de tempos em tempos, porque simplesmente sou apaixonadíssima por este estilo!
Agora estou fazendo uma série voltada para celebrações de Natal chamada Natal Especial e outra mais romântica ainda chamada Doçura de Vida.
O processo não tem mistério, trabalho com o básico de aquarela e pena com nanquim, papel 300g/m² e pincéis finos, porque são desenhos pequeninos de no máximo 10 cm de altura total.
Quem me acompanha no facebook já viu outras fotos e um pequeno vídeo amador na pagina de arte...
Espero que gostem meninas!


Um abraço amigo,
Anahy


Série Natal Especial projeto Rococó Revisitado.


Série Natal Especial projeto Rococó Revisitado.

Série Doçura de Vida projeto Rococó Revisitado.


Série Doçura de Vida projeto Rococó Revisitado.

Teen Frida

Eu queria retratar Frida ...
Comecei a pesquisar imagens, ler sobre sua história de vida e ver outros retratos. Fiquei imaginando como seria ela em sua adolescência ainda sem o peso das mais duras provações. Alguém com espírito de luta; sofrido, mas ao mesmo tempo sem tantas sombras de sofrimento no semblante... e assim fui fazendo... rabiscando, sombreando, aguando, colorindo e escrevendo. Final: Teen Frida!
"Pies para que los quiero se tengo alas para volar" (Frida Kahlo)



Um abraço colorido,
Anahy