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Anjos, cartuches e +

A Dança dos Anjos, série de final de ano.
Gosto de fazer pequenos conjuntos com personagem e complementos, tenho planos futuros para eles. Ilustrar peças de porcelana e queimar em alta temperatura é um desses planos. No primeiro conjunto a palavra de ordem é alma 'soul'; já para o segundo, que está em andamento, escolhi liberdade 'freedom'. Como já disse antes, há um mix de estilos influenciando; algo barroco, rococó, neo clássico...mas os balangandãs de crioula sempre estarão presentes claro!


Um abraço angelical,
Anahy








Versões...

Agora aquarelei uma versão bem clássica do rosto angelical. Essa foi presenteada a mim e desenhada pelo meu filho. Amo!
O esquema de cores foi desenvolvido por mim e as adaptações foram devidamente autorizadas e aprovadas!
"Ninguém quer saber o que fomos, o que possuíamos, que cargo ocupávamos no mundo; o que conta é a luz que cada um já tenha conseguido fazer brilhar em si mesmo." (Chico Xavier)

 Um abraço maternal,
Anahy


O desenho original.

Anjo

Findando outubro, eu já penso em um pequeno projeto de natal...algumas queridas pessoas já querendo o retorno das bailarinas, e eu mirabolando uma personagem angelical. Ainda estou em processo de conceituar esse projeto, mas hoje dei as primeiras pinceladas nessa direção, serão bailarinas anjo então, com um toque de barroco, rococó e neo clássico. Mas é claro que tudo será do meu modo crioulo de ver as coisas!!...hihihi...Também não sei se o apelo natalino seguirá o modelo tradicional, nesse ano acho que a coisa toda deverá sair mais conceitual.
Enfim, vamos em frente pra ver o que teremos! E ainda não batizei a série...
Um abraço angelical,
Anahy










Poeminha de Cecília...

Sou entre flor e nuvem,
estrela e mar. Por que
havemos de ser unicamente
humanos, limitados em chorar?
Não encontro caminhos fáceis
de andar. Meu rosto vário
desorienta as firmes pedras
que não sabem de água e de ar.
Cecília Meireles

E Telú faz figura aquarelada ao som do poeminha de Ceci...Um abraço otimista,Anahy




Aquarelas pequenas de Telú

E pula por toda as mídias, em todo papel e outras "coisitas", tá demais essa alma gentil!!
Eu tenho evitado em colocar um gênero para Telú, é que o conceito é de essência humana, e não matéria. Dessa forma, evito artigos definidos e pronomes nos textos, o que eu quero dizer é que parece ser uma menina, mas na verdade representa a alma, sem gênero masculino ou feminino. Eu deveria ter colocado o nome de Alma, né? Mas, como representante da essência humana e defensora do amor pela Terra, me veio esse nome que reforça o sentido de pertencer a esse nosso lindo planeta azul. Sugestões são bem vindas sempre!
Um abraço azul,

Anahy








Telú, persona telúrica

Nesses últimos dias tenho deixado a mente vagar um pouco entre pensamentos de leveza e sentimento de pertencimento, em especial o de pertencer ao lugar de origem, ao universo, ao clã familiar, ao clã fraterno da humanidade.
Dessas divagações nasceu uma persona: Telú (de telúrica, de telluricus ' pertencente à terra'), um ser humano desprovido de artificialismo, de necessidades de ter o extraordinário. Movido muito mais pela necessidade de ser. Ser amigo, ser fiel, ser sincero, ser simpático, ser resiliente, ser cooperativo...ser bom e amar o seu lar (Terra). Isso é lúdico? Bobo?
Bobo é tentar parecer pior do que se é, apenas pra seguir um "cardume" sem rumo e depressivo que vive a dualidade constante de querer e alegrar-se, possuir e deprimir-se, tendo seus dias consumidos nesse ciclo medíocre e destruidor... bom mesmo é ser feliz agora, fazer a vida melhor a g o r a! Cuidar, cuidar-se; ser apenas gente querendo ser gente.
Prefiro a sinceridade e alegria de viver, inatas do ser humano em suas primeiras fases de existência nesse planeta azul, a esses tantos "quereres aborrecidos"!
Telú 'nasceu' enquanto eu fazia cruzadinhas e, há mais de uma semana, vem povoando os papéis que passam distraídos pela minha frente, inclusive as páginas da própria revista de cruzadas. Ela pula daqui, pula dali... hoje ela pulou pra um prato de porcelana também!
Apresentando: TELÚ


 Um abraço de luz,







Bisbilhotando e inventando arte

Olá gente, sei que ando dando muita pausa entre uma postagem e outra, mas desde o início do ano venho tentando uma organização melhor em meus horários sem ter muito sucesso. Isso não me deixa desanimada, porém atrapalha o melhor fluxo de trabalho; enfim, por motivo de força maior não tenho conseguido atingir um planejamento adequado e confortável para a minha jornada e, por isso, tenho feito postagens mais escassas.
Mas agora vim mostrar pra vocês as minhas peripécias tentando fazer uma mistura para adicionar brilho de mica, daqueles de maquiagem (eu morro de pena de jogar fora quando perde a validade!) na pintura com tinta aquarela e uma receitinha (batizei de Aquarela Fantasia), que ainda estou testando, pra quem quiser se aventurar. Lembrando que é apenas ideia, teste, pesquisa de curioso...
Como eu fiz: Primeiro eu pesquisei em livros e sites como é feita a tinta aquarela. Depois de mais de um mês sondando, eu consegui alguns materiais mais acessíveis e há mais de uma semana estou a testar dosagem de cada material. Consegui chegar a essa proporção, que ainda estou testando e tá dando certo até agora. Algumas receitas falam em um biocida, talvez vinagre, bicarbonato... mas eu não quis arriscar.

Ingredientes que usei para a mistura da aquarela Fantasia:
Aproximadamente 1g de pó de mica (aqueles de sombra de maquiagem),
8 gotas de goma arábica,
4 gotas de glicerina,
3 gotas de mel'água (mistura de 2 colheres de sopa de água mineral com uma colher de café de mel).

Obs.: Melhor usar sombra em pó solto, as prensadas têm uma espécie de gordura...
Amasse a mistura com uma espátula em um prato raso de louça ou azulejo até ficar bem uniforme e sem bolas de pó. Depois de bem misturadas, coloque em um godê com tampa ou em um estojo de maquiagem vazio como eu fiz aqui. Para adicionar cor eu acrescentei um pouco tinta de aquarela em bisnaga na cor semelhante à mica usada.


Lembrando que essa 'invencionice' ainda está em fase de experimentações e portanto sujeita a ajustes e eu peço que, se alguém resolver se aventurar e conseguir fazer com que fique ainda melhor, compartilhe, como eu. Vou amar saber que alguém já fez ou está fazendo algo melhor ainda a partir dessa ideia!

Um abraço de brilho,
Anahy



Amadurecendo conceitos e ideias...

Ando treinando formas, cores e texturas para que eu possa interpretar de maneira mais fiel uma proposta para outra série.
O fato é que eu pretendo adquirir um modo ainda mais pessoal de me expressar, e acredito que só com bastante treino, estudo e pesquisa pra avançar. Enfim, como parte desses estudos que envolvem desde conceitos, formas, cores, materiais, conexões, construção e desconstrução etc., apresento hoje mais uma 'crioula' em aquarela, nanquim e lápis de cor. É mais um treino, mais um passo na direção da melhor forma de passar a mensagem. E, para passar a minha mensagem, uso desde a forma esguia e harmônica do corpo, até os adereços, carregados de valores históricos e místicos agregados; desde a sensualidade resultante do hibridismo racial e cultural, até a musicalidade e resiliência representados pelo movimento (uma constante em meus trabalhos).
Um abraço,
Anahy


Spray dourado, chocolate e etc.

Inspirada nas jóias crioulas e no dourado da embalagem de chocolates, que devorei 'insanamente', porque sou intolerante à lactose, criei uma arte em mídia mista que representa a crioula, a mista mulher brasileira, herdeira de fé, moda, cultura, ritmo, coragem e esperança.
Nesse processo eu usei nanquim, spray dourado, aquarelas, canetas gel, posca e lápis de cor. O spray dourado é o elemento mais incomum em meus processos, mas eu adoro! Ele é prático e dá um efeito esfumado bem bacana. E nessa temática de moda e modos de crioula, ele tem um papel de destaque, pois representa o ouro e/ou o poder acumulado por nossas ancestrais escravas ou forras.

Um abraço d'ouro,
Anahy
Agora, fotos do processo:

Ilustração O Ouro da Crioula.

Cabrochas

Uma série de desenhos que surgiu sem compromisso enquanto eu estudo para outra série já titulada...
Da poça de nanquim, a ideia do black-power e, como eu já venho com desenhos de mulheres dançantes, nem foi difícil associar às nossas lindas e internacionais cabrochas! Feliz e faceira, essa personalidade da cultura brasileira é tão miscigenada quanto o próprio samba e, certamente tem o DNA africano, que herdamos e cultivamos misturando com outros, dando origem à nossa brasilidade exótica e alegremente explosiva.
Carmem Miranda já cantava:

"Uma cabrocha bonita cantando e sambando
Quem não admira
Gingando seu corpo que mesmo a gente espiando
Parece mentira
Cabrocha que só fala gíria
Que tem candomblé no seu sapateado
Cabrocha que veio do morro
Trazer pra cidade o samba rasgado
Para eu cantar um samba
Não precisa orquestração
Gosto mais de uma cuíca, um cavaquinho
Um pandeiro e um violão

Uma vez fui convidada pra num samba ir brincar
E me deu uma tremedeira nas cadeiras
Que eu tive que gritar:
Não vou mais lá!"


Um abraço alegre,
Anahy


Proposta cumprida!

Pronto! Assim cumpri a expectativa das dez aquarelinhas que formam a série Axé. Como já disse antes, é claro que a qualquer momento posso dar continuidade, pois as minhas séries são intermináveis! Basta dar "na telha" que eu volto com força total! Gosto disso, dessa liberdade de dar um tempo...
Um abraço sem fim,
Anahy




Axé!

Dentro e fora do contexto religioso, axé é uma saudação utilizada para desejar votos de felicidade e boas energias. É também um gênero musical muito envolvente que nasceu aqui na Bahia na década de 80 e que é uma mistura de outros ritmos como como o frevo pernambucano, maracatu, reggae e forró.
Continuando a série, aproveitei o domingo pra pintar mais dançarinas de axé. Essa série é quase um trabalho introdutório da próxima, que está em processo de construção conceitual. Nem preciso dizer que estou me deleitando em fazê-la, né??
Então vamos às fotos.

Um abraço de boas energias,
Anahy