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Freedom

A Dança dos Anjos. Segundo set em andamento: Liberdade!
Acredito que era o real sonho de Ícaro! Mas que paradoxal? 'Real sonho' sim! Afinal sou crioula, sou o próprio paradoxo.    ...'caraminholas'...
Voltando aos conjuntos de final de ano, esse anjo dança é pra celebrar a liberdade, espalhando benção e luzes sobre a consciência humana, celebrando a libertação dos preconceitos, da necessidade de posse e domínio da humanidade sobre ela mesma e sobre o planeta que a abriga. 'Freedom!'
Ah! Do meu modo crioulo de ver as coisas!! ...hihihi... o apelo natalino não segue o modelo tradicional e nesse ano a coisa vai sair mais conceitual sim!


Um abraço angelical,
Anahy





Anjos, cartuches e +

A Dança dos Anjos, série de final de ano.
Gosto de fazer pequenos conjuntos com personagem e complementos, tenho planos futuros para eles. Ilustrar peças de porcelana e queimar em alta temperatura é um desses planos. No primeiro conjunto a palavra de ordem é alma 'soul'; já para o segundo, que está em andamento, escolhi liberdade 'freedom'. Como já disse antes, há um mix de estilos influenciando; algo barroco, rococó, neo clássico...mas os balangandãs de crioula sempre estarão presentes claro!


Um abraço angelical,
Anahy








Lápis de cor

Me empolguei com tantos trabalhos lindos que vejo na internet feitos com esse material! Coitadinho! É geralmente tão desprezado...
Claro que o material do qual disponho não é nada poderoso; são lápis das linhas escolares de marcas como Faber, Stlaedtler, Mapped etc., mas todos já sabem que o desfio é o meu lema, e enquanto maturo a técnica, não pretendo investir em algo caro, até porque tenho um montão de material ainda pra gastar!..hihihi...vou tentando e tentando, e teimando! Assim é que eu amanso o traço.
Aqui mostro algumas traquinagens sobre papéis comuns (tipo sulfite) usando além dos lápis, apenas canetas poscas branca, preta e nanquim pra caligrafar.

Um abraço aventureiro,
Anahy









Poeminha de Cecília...

Sou entre flor e nuvem,
estrela e mar. Por que
havemos de ser unicamente
humanos, limitados em chorar?
Não encontro caminhos fáceis
de andar. Meu rosto vário
desorienta as firmes pedras
que não sabem de água e de ar.
Cecília Meireles

E Telú faz figura aquarelada ao som do poeminha de Ceci...Um abraço otimista,Anahy




Telú pintada na porcelana

Ainda não é pra valer! Eu já expliquei em outras postagens a questão da impossibilidade de instalar o forno cerâmico aqui onde moro e, por isso, na ânsia de ver como ficam algumas idéias pintadas sobre essa superfície, eu me arrisco em pintar com tintas de baixa temperatura; mas já aviso que o resultado é bem diferente com os pigmentos próprios para a queima em alta temperatura, bem como a durabilidade! Como não sou de desanimar, e sou uma aquariana pra lá de teimosa, vou tentando tirar uma casquinha do que tenho à mão enquanto meu forno está de férias. Aqui mostro alguns resultados.
Um abraço teimoso,
Anahy





Um amar sem pausar

Assim é a coisa toda da passagem pelo nosso planeta azul, na filosofia de Telú. E é um amor sem fim, um amar sem condicionais e uma alegria ímpar!
Trata-se de ser leve e meigo, cordial e amigo, sincero e zeloso, que vê em tudo o melhor. Ser humano guardião do amor fraterno e genuíno.
E eu aproveitando a inspiração para treinar lápis de cor...perdoe-me pelas fotos não muito claras, estou com sérios problemas de luminosidade aqui em casa e preciso resolvê-los logo! Porque o escuro é só pra dormir! ...hihihi...





Aquarelas pequenas de Telú

E pula por toda as mídias, em todo papel e outras "coisitas", tá demais essa alma gentil!!
Eu tenho evitado em colocar um gênero para Telú, é que o conceito é de essência humana, e não matéria. Dessa forma, evito artigos definidos e pronomes nos textos, o que eu quero dizer é que parece ser uma menina, mas na verdade representa a alma, sem gênero masculino ou feminino. Eu deveria ter colocado o nome de Alma, né? Mas, como representante da essência humana e defensora do amor pela Terra, me veio esse nome que reforça o sentido de pertencer a esse nosso lindo planeta azul. Sugestões são bem vindas sempre!
Um abraço azul,

Anahy








Telú, persona telúrica

Nesses últimos dias tenho deixado a mente vagar um pouco entre pensamentos de leveza e sentimento de pertencimento, em especial o de pertencer ao lugar de origem, ao universo, ao clã familiar, ao clã fraterno da humanidade.
Dessas divagações nasceu uma persona: Telú (de telúrica, de telluricus ' pertencente à terra'), um ser humano desprovido de artificialismo, de necessidades de ter o extraordinário. Movido muito mais pela necessidade de ser. Ser amigo, ser fiel, ser sincero, ser simpático, ser resiliente, ser cooperativo...ser bom e amar o seu lar (Terra). Isso é lúdico? Bobo?
Bobo é tentar parecer pior do que se é, apenas pra seguir um "cardume" sem rumo e depressivo que vive a dualidade constante de querer e alegrar-se, possuir e deprimir-se, tendo seus dias consumidos nesse ciclo medíocre e destruidor... bom mesmo é ser feliz agora, fazer a vida melhor a g o r a! Cuidar, cuidar-se; ser apenas gente querendo ser gente.
Prefiro a sinceridade e alegria de viver, inatas do ser humano em suas primeiras fases de existência nesse planeta azul, a esses tantos "quereres aborrecidos"!
Telú 'nasceu' enquanto eu fazia cruzadinhas e, há mais de uma semana, vem povoando os papéis que passam distraídos pela minha frente, inclusive as páginas da própria revista de cruzadas. Ela pula daqui, pula dali... hoje ela pulou pra um prato de porcelana também!
Apresentando: TELÚ


 Um abraço de luz,







Cabrochas

Uma série de desenhos que surgiu sem compromisso enquanto eu estudo para outra série já titulada...
Da poça de nanquim, a ideia do black-power e, como eu já venho com desenhos de mulheres dançantes, nem foi difícil associar às nossas lindas e internacionais cabrochas! Feliz e faceira, essa personalidade da cultura brasileira é tão miscigenada quanto o próprio samba e, certamente tem o DNA africano, que herdamos e cultivamos misturando com outros, dando origem à nossa brasilidade exótica e alegremente explosiva.
Carmem Miranda já cantava:

"Uma cabrocha bonita cantando e sambando
Quem não admira
Gingando seu corpo que mesmo a gente espiando
Parece mentira
Cabrocha que só fala gíria
Que tem candomblé no seu sapateado
Cabrocha que veio do morro
Trazer pra cidade o samba rasgado
Para eu cantar um samba
Não precisa orquestração
Gosto mais de uma cuíca, um cavaquinho
Um pandeiro e um violão

Uma vez fui convidada pra num samba ir brincar
E me deu uma tremedeira nas cadeiras
Que eu tive que gritar:
Não vou mais lá!"


Um abraço alegre,
Anahy


Proposta cumprida!

Pronto! Assim cumpri a expectativa das dez aquarelinhas que formam a série Axé. Como já disse antes, é claro que a qualquer momento posso dar continuidade, pois as minhas séries são intermináveis! Basta dar "na telha" que eu volto com força total! Gosto disso, dessa liberdade de dar um tempo...
Um abraço sem fim,
Anahy




Nova série.

Bom, acho que já falei aqui que não há final de série pra mim. Sempre deixo alguns croquis e estudos de trabalhos que continuarão cada série quando a minha alma pedir essa retomada. Então, com o número de trabalhos da série Ervas Phynas extrapolado (que não significa muito, uma vez que é só uma meta a alcançar, o que me permite persistir naquele conceito) me sinto liberada para iniciar mais uma série.
Dessa vez, resolvi representar algumas personagens do nosso cotidiano baiano, as herdeiras das negras nagôs, das minas, das bantos, das angolas, das congo etc.
Nós, as brasileiras e, ainda que distante e não unicamente, descendentes dessas fortes mulheres, somos o que resulta dessa profusão de culturas e genes. Todas temos em algum lugar da árvore genealógica o pé lá. Na África. O que para mim é motivo de grande orgulho e felicidade!!
Essa série se chama Axé, porque é uma palavra que remete tanto à ritualística sagrada afro brasileira, quanto à animosidade e alegria, sendo também usada para denominar um gênero musical baiano. Nela as bailarinas dançam o axé e usam o traje típico "crioula", que é a tradução do traje das vendedeiras portuguesas dos séculos XVIII e XIX, adaptados ao nosso trópico pelas nossas ascendentes miscigenadas escravas e forras, vendedeiras nas ruas de São Salvador. Anáguas, chita, bordados de crivo, renda de bilro, acessórios "crioulos", turbantes e outras tantas coisinhas foram enriquecendo e transformando esse trajar em algo genuinamente brasileiro. Algumas vezes talvez eu venha a desenhá-las com sandálias, mas estou no intuito de fazê-las descalças, pois as escravas eram proibidas de usar sapatos, o que se tornava o indicativo do cativeiro, em contradição à nossa atual sensação de liberdade em andar com os pés descalços.
A meta será de dez desenhos para essa série, podendo ultrapassar com muito gosto!!
Estou muito feliz em estar caminhando com a minha arte e conseguindo ancorar algumas idéias e estudos junto a ela!!

Um abraço de axé!
Anahy

Tintas e pincéis escolares

Volta às aulas é tempo de descobrir e testar materiais escolares!
Esse ano, perambulando por aí, encontrei umas pastilhas gigantes de aquarela com doze cores, algumas fluorescentes e outras bem pigmentadas. O estojo plástico, com dois compartimentos mais a tampa tipo godê em acrílico transparente, vem com um pincel pequeno (bom de usar) e grosso de cabo de madeira. Também no mesmo dia e seção da loja, encontrei um kit com pincéis sintéticos, eles são coloridos e com uma espécie de espuma no cabo para facilitar o manuseio. Tudo da linha escolar Faber Castell.
Primeiro me surpreendi com o tamanho das pastilhas (uns 4 cm de diâmetro cada) e depois com a textura macia das cerdas dos pincéis, ultimamente venho usando os sintéticos (Sinoart), pois são mais corretos ecologicamente, e não me queixo, estou me adaptando bem. Quanto aos tamanhos, são bons, carregam uma boa quantidade de água e possuem as pontas finas, exceto o achatado de tamanho médio que usei para fazer fundo. Amei, uma vez que já possuo os finíssimos da Sinoart!
Quanto às tintas são de nível escolar, não possuem a transparência das profissionais, mas deu pra usar e fazer algo descente. Também achei que valeu à pena a compra, justamente pra fazer estudos, quando bate uma peninha de gastar material de primeira. As cores são poucas, mas há o diferencial das fluorescentes e, se usadas em conjunto com outros estojos, acredito que trará bons resultados.
Enfim, saí radiante da loja e ainda continuo feliz depois de testar! Olha que gastei menos de R$50,00!!
Abaixo estou mostrando a cartela de amostras e um desenho feito com esse material no papel Canson.